Vila Joya 45ºmelhor restaurante do mundo

 

O restaurante algarvio do Vila Joya, que tem como chef o austríaco Dieter Koschina, foi considerado o 45.º melhor do mundo pelo World’s 50 Best Restaurants 2012. Esta foi a primeira vez que um restaurante português foi distinguido por este prémio, anunciado esta segunda-feira à noite numa cerimónia em Londres.

O World’s 50 Best Restaurants, que vai na 10ª edição, tem vindo a ganhar uma importância crescente, competindo hoje com as estrelas do guia francês Michelin.

O Vila Joya tem duas estrelas Michelin, distinção que em Portugal partilha apenas com o Ocean, de outro austríaco, Hans Neuner. No ano passado, tinha sido classificado, fora da lista principal, no 79º lugar.

O restaurante português é todos os anos, em Janeiro, ponto de encontro obrigatório das estrelas da gastronomia mundial. O festival Tribute to Claudia reúne na cozinha de Koshina todos os chefs portugueses com estrelas Michelin e alguns dos mais famosos chefs internacionais também estrelados. Este ano passaram por Albufeira figuras como o francês Alain Passard, do L’Arpège, ou o italiano Massimo Bottura, da Osteria Francescana, ou o sueco Magnus Nilsson, do Faviken, estrela em ascenção da cozinha nórdica. Durante dez dias, Koshina, um entusiasta dos produtos portugueses e um motard conhecido por andar de Harley Davidson pelas estradas algarvias, torna-se o anfitrião de um festival que é já uma referência na “rota das estrelas” na Europa.

Na lista do World’s 50 Best Restaurants destaca-se também a presença do D.O.M, de São Paulo, do chef Alex Atala. O top 10 ficou assim organizado: Noma (Dinamarca), El Celler de Can Roca (Espanha), Mugaritz (Espanha), D.O.M. (Brasil), Osteria Francescana (Itália), Per Se (EUA), Alinea (EUA), Arzak (Espanha), Dinner (Reino Unido), Eleven (EUA).

Fora da lista principal, o restaurante do chef português Viajante, de Londres, ficou em 80º lugar.

Também conhecida como S. Pellegrino (marca de água que a patrocina), a lista do World’s 50 Best Restaurants tem mais de 800 profissionais internacionais da restauração, entre críticos, chefs e gastrónomos a votar.

Na cerimónia, foram também distinguidos Elena Arzak como a melhor chef do mundo (prémio Veuve Clicqot), e Thomas Keller (French Laundry, Per Se de Nova Iorque), pelo seu contributo para a gastronomia mundial.

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