Realidade virtual: vendo bem…

As variáveis desapercebidas e ocultas que deveriam ser associadas à mortalidade.

Não há muito tempo nasceu um comportamento adoptado por legiões de pessoas (conduta esta que mesmo que apetecível não vai ser escrutinada) que viria a actualizar o comportamento apontado apenas aos homens do dobro das vidas mentais que a vida “real”, também conhecidos como seres com menos sanidade mental.

Falo do comportamento multi-tarefado de falar sozinho enquanto se anda pelas ruas.

Numa minuciosa análise, viria a verificar-se que muitas delas usavam pequenos phones ligados com ou sem fios aos telefones de generosa esperteza.

Sendo a alegria um dos sentimentos fundamentais para o pleno alcance do máximo das aptidões intelectuais e, tendo este anterior comportamento atingido um infeliz grau de vulgaridade bastante elevado pediu-se o socorro a grandes e influentes companhias americanas especialistas em softwares e hardwares para preencher esta lacuna sentida por todos nós.

Qual a proposta? O que vem a seguir? Provavelmente multidões de pessoas com grossos óculos de sol a vaguearem as ruas enquanto mexem as suas cabeças como se tivessem num bom filme de vampiros. Bons filmes estes em que está altamente proibido a presença de actrizes talentosas. Note-se que se manteve no espectro do comportamento multi-tarefado.

É porque ao final deste ano, a Google espera começar a vender óculos que projectam informação, filmes, imagens e publicidade, visto que é um produto da Google, nas lentes. Os óculos não estão desenhados para serem usados constantemente, embora os engenheiros da Google esperam que muitas pessoas os usem bastante, serão usados como os smartphones,  “quando necessários”, com as lentes a funcionarem como mini monitores.

Antecipasse o declínio da popularidade do bíceps e em contra partida a ascensão do esplénio e do trapézio.

Os óculos vão estar providos de GPS, câmara, entradas e saídas de áudio e sensores de movimento. Irão funcionar com base no mesmo software que os smartphones, o Android.

Prevejo o enriquecimento do Marshall Eriksen pela quantidade de processos que irá depor contra a Google protegendo os interesses dos familiares da vítima de ataque cardíaco que vagueava tranquilamente pela sua vida até um maluco, injustamente, de óculos estranhamente grossos, se atravessar a rolar pelo chão aos berros com as mãos como se tivesse a segurar uma baguete ou uma AK-47.

A partir da câmara montada nos óculos, a Google vai ser capaz de ter acesso às imagens vistas pelo utilizador e enviar directamente informação para esta ser vista pelo utilizador. Por exemplo, uma pessoa que esteja a olhar para um monumento ou um ponto de referência tem acesso a informação detalhada e comentários deixados pelos amigos. Comentários que terão de ser rapidamente…comentados por nós, para garantir a eficácia e actualização tanto da rede como do mundo que transmitimos da nossa vida aos nossos, apenas conhecidos, amigos.

“Se o reconhecimento facial se tornar suficientemente preciso, os óculos poderão informar quando e onde conheceu a pessoa que se encontra imediatamente à frente.”

Espero que: desde que essa pessoa esteja numa rede social. E que os governos analisem leis protectoras dos cidadãos.

“Quando alguém conhece pela primeira vez uma pessoa, a Google poderá identificar a pessoa e informar o utilizador de quantos amigos tem em comum com essa pessoa nas redes sociais.” Enfim, o óbvio e praticamente igual às redes sociais existentes mas abordado doutra maneira mais móvel.

Poderão também ser usados como jogos virtuais usando o mundo real e os seus contornos como espaço. A modalidade relativamente nova chamada parkour, veio irracionalmente dar um treino antecipado aos jogos virtuais usando os contornos do mundo real.

Para além da privacidade, também irá mudar o mundo da publicidade, uma vez que as empresas poderão pôr anúncios, virtualmente falando, por cima de outros anúncios postos por outras empresas. Estou curioso para ver como o governo vai conseguir regular com sucesso este tipo de situações. Eles não irão saber o que realmente as pessoas andam a ver por detrás desses ecrãs de cinema enfiados em óculos.

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4 responses to “Realidade virtual: vendo bem…

  • M.Mendes

    Ainda não conhecia esta nova tecnologia da Google. Parece-me do ponto de vista tecnológico uma mais valia, mas estes constantes avanços também nos podem conduzir a um dilema na medida em que cada vez mais temos menos privacidade, e consequentemente mais expostos estamos a situações desagradáveis ou até mesmo perigosas. Acredito que uma invenção deste tipo também possa causar alguma polémica quando utilizada para fins publicitários, uma vez que vem permitir a colocação de publicidade por cima de outras publicidades…não sei se uma situação destas poderá até mesmo levantar problemas a nível legal.
    No entanto é inquestionável que estamos a viver numa era em que os progressos tecnológicos se dão cada vez mais rápidos e que parecem não ter limites.

  • fiodorhilario

    pa próxima qd nao me apetecer escrever um bom artigo, já sei que posso contar com uma bela duma imagem para manter o nivel do mesmo sem esforço.

  • ManuelNSanto

    Nao fazia ideia da existencia desta nova tecnologia…Seria uma grande inovação!

  • Pedro Nunes

    peço desculpa mas não sou capaz de ler o seu texto. Caso tivesse posto uma imagem menos aliciante já a situação er outra!!!

Não hesita!

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