Prova às cegas com o manto das 50 estrelas

O que vale é que é tudo estúpido e o gordo parou de vez de fazer filmes que me provocavam azia. O director geral, Deus, por vezes ainda arranja umas boas ideias e faz um trabalho medíocre, mas o presidente, Dick Cheney, arrasa com a nossa boa vontade, com a sua oratória “dictatorial”. Eu até sou um gajo porreiro…

– O Iraque invadido pelos EUA?! A razão?

É quente a terra por lá. Tem umas belas dumas tâmaras! Quem necessita saber? Weapons of mass destruction? Sim! É isso! Uma ameaça mundial, não autorizo! Protejo os meus filhos e cidadãos acima de tudo!

Desejo remover um ditador que impõe um poder opressivo e pretendo levar a democracia ao Iraque! Fazemo-lo sozinhos sem suporte internacional, não porque não o tenham disponibilizado, apenas porque gostamos de trabalhar sozinhos.

– A máfia também não precisa de apoio para as suas operações…

Mas nós não somos máfia ora essa! Somo amaricanos, atenção!

– Não possuem também armas letais o Irão e a Koreia do norte?

Ora essa… ora essa… que saibamos não apresentam qualquer tipo de aspecto que possa ameaçar os americ… os cidadãos do mundo!

Um ano antes da passagem do milénio (ano 2000), o Iraque converteu a moeda de transacções de petróleo de dólar para euro (quando este valia cerca de 0.80USD), convertindo o seu fundo de 10 mil milhões em euros. Teve um impacto, como seria de esperar, no valor do dólar que diminui o seu valor face ao euro em cerca de 15% no ano 2002. Era necessário controlar o Iraque e a sua enorme reserva de petróleo.

Quando os EUA invadiram o Iraque em 2003, o dólar regressou de sorriso falso de olhar modesto para o chão e de costas encurvadas como herói não reconhecido. Tal como era pretendido.

Em 2006 o nosso amigo Hugo das Chávez deu suporte moral à decisão do Irão, o segundo maior produtor da OPEC, em transaccionar petróleo em euros. Pena que os EUA, não tivessem já estofo para invadi-los também.

Provavelmente a junção de o nome ser semelhante ao país submisso e já invadido e o hábito de referirem-se à sua própria terra como “all over the world” reflecte, em parte, a visão global que os senhores dos carros de Homem apresentam.

Houve muitos analistas surpresos com o facto de o Saddam abdicar duma grande parte das receitas, as dos EUA, apenas por uma posição política sentada, amuada e vingativa. Mas a depreciação verificada do dólar face ao euro, significou um lucro avultado causado por esta troca de moeda efectuada pelo general.

Os EUA “controlaram” alguns países, devido à superioridade do dólar face a outras moedas. Conseguiam assim, monopolizar as transacções globais. O aumento do euro eliminou o monopólio global do “Benjamins”.
A maior parte das vendas de petróleo no mundo são transaccionadas em dólares. Devido à necessidade da importação do valioso líquido, os países são forçados a manter grandes reservas dos mesmos. Esta necessidade cria uma grande procura de “Franklins” o que faz excitar o seu valor, independentemente das condições económicas dos EUA ou do tipo de chá que bebem. Um forte valor da moeda significa também que as mercadorias importadas para os EUA são relativamente acessíveis.

Devido à despreocupação dos importadores de petróleo das fluctuações das taxas de câmbio, o preço deste nos EUA, é mais estável do que em qualquer outro sítio do mundo. Contudo, a administração dos EUA são cautelosos ao preço do crude, uma vez que são grandes importadores e que os seus mercados têm grande dependência dele.

Há, portanto, um grande interesse em transaccionar o petróleo em Euros por parte dos inimigos políticos dos EUA. Há, no entanto, um risco para a economia europeia no caso do euro se valorizar em demasia em comparação com as outras moedas, particularmente as suas exportações poderiam ficar demasiado caras para o resto do mundo. A mesma dinâmica aplicasse ao Dólar.*

*Nota: Texto “from de vault”

FARTURA EXPOSTA

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4 responses to “Prova às cegas com o manto das 50 estrelas

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